<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>coisas que catei, dos outros ou de mim.</description><title>CATADO</title><generator>Tumblr (3.0; @dreadluc)</generator><link>http://dreadluc.tumblr.com/</link><item><title>rebeccamock:

A Year In Trees
A made this animated/print piece...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/8307930526e9844c4c01827c1e4fd810/tumblr_mkv6exHJli1qjnpjio1_r2_500.gif"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://rebeccamock.tumblr.com/post/47367761802/a-year-in-trees-a-made-this-animated-print-piece" class="tumblr_blog"&gt;rebeccamock&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;A Year In Trees&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A made this animated/print piece to accompany the beautiful op-ed story “&lt;a href="http://www.nytimes.com/2013/04/07/opinion/sunday/a-year-in-trees.html?_r=1&amp;adxnnl=1&amp;ref=opinion&amp;adxnnlx=1365300079-3WOcrZBInr4ZQGMbPMH+tg&amp;"&gt;A Year in Trees&lt;/a&gt;” for the NY Times. I was really excited to try animating something like this. Thanks AD’s Erich Nagler and Aviva Michaelov !&lt;span&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/47485381388</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/47485381388</guid><pubDate>Mon, 08 Apr 2013 18:58:20 -0300</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/5568237579495dfa038937dda8aff48b/tumblr_mhefpu7hBi1qcw7vro1_400.png"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/41795267064</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/41795267064</guid><pubDate>Tue, 29 Jan 2013 14:08:18 -0400</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/8ea96873e9f2db8dc270c92cf7970f3f/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro1_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/b5768a028db38743dbbdcd7fcd38220b/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro2_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/e9feeac12ee9fc96ec9ecdad9a8bc97c/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro3_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/82f8d74772fc251f2fde1b3bca524864/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro4_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/f5704c4aad4a36bed603ea6c44f31c28/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro5_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/0ca388358670d03b7203393ef2961649/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro6_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/0423d5993fae06bb6549e61934780f49/tumblr_mhefebGB8a1qcw7vro7_400.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/41794868660</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/41794868660</guid><pubDate>Tue, 29 Jan 2013 14:01:23 -0400</pubDate></item><item><title>Nuvem, vidro, céu, árvore e outras reflexões. #sky #clouds...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/d26936fc4bd01117b86526c585be9275/tumblr_metubmquIg1qcw7vro1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Nuvem, vidro, céu, árvore e outras reflexões. #sky #clouds #nofilter (at Taterka)&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/37647450779</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/37647450779</guid><pubDate>Mon, 10 Dec 2012 14:06:58 -0400</pubDate><category>clouds</category><category>nofilter</category><category>sky</category></item><item><title>bohemea:

Scarlett Johansson - Vogue Russia by Victor...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_md9645Y2Bd1qzoaqio1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="tumblr_blog" href="http://bohemea.tumblr.com/post/35506172656"&gt;bohemea&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Scarlett Johansson - Vogue Russia by Victor Demarchelier, October 2012&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/35608793370</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/35608793370</guid><pubDate>Mon, 12 Nov 2012 22:05:29 -0400</pubDate></item><item><title>360 / Fernando Meirelles / 2011</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9sjfs6RjK1qcw7vro1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1680045/"&gt;360&lt;/a&gt; / Fernando Meirelles / 2011&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/30820081997</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/30820081997</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2012 17:26:15 -0300</pubDate><category>Fernando Meirelles</category><category>2011</category></item><item><title>Meia maratona sub 2H, um sonho distante.</title><description>&lt;p&gt;Não nego minha enorme culpa e falta de compromisso comigo mesmo. Mas não é fácil treinar, em oito semanas, pra correr 21mil metros em menos de 120 minutos. Ainda mais treinando sozinho. Quando você tem uma equipe, que depende de você, é diferente. Eis uma grande desvantagem da corrida de rua como esporte individual. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outros fatores também atrapalharam, é fato. Trabalho, horários, chuvas, frio, lesões, festinhas e alguns outros compromissos se tornam mais importantes sem que você perceba. Aí você dorme tarde e quando o relógio toca, é cedo demais, você ativa o soneca e aí já é tarde demais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Claro que não faz diferença se eu terminar a prova em 2 ou 3 horas. Mas é chato quando você não alcança um objetivo. Bem chato.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Faltam 2 semanas pra largada, não vou desistir.&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/28053300917</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/28053300917</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 11:05:14 -0300</pubDate></item><item><title>É CULPA DA INTERNET</title><description>&lt;p&gt;É CULPA DA INTERNET&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Desperdício de tempo na rede é a principal causa de atrasos em tarefas importantes, mostra pesquisa&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;JULIANA VINES&lt;br/&gt;
DE SÃO PAULO&lt;br/&gt;
Aquela olhadinha despretensiosa no Facebook pode consumir horas de trabalho. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente, 62% das pessoas admitem que navegar na internet faz com que elas procrastinem, adiem tarefas profissionais e pessoais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O estudo, coordenado pelo consultor em gestão do tempo Christian Barbosa, foi feito com cerca de 4.000 pessoas e publicado no livro &amp;#8220;Equilíbrio e Resultado - Por que as Pessoas Não Fazem o que Deveriam Fazer?&amp;#8221; (Sextante, 144 págs., R$ 24,90), que acaba de ser lançado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na pesquisa, 71% dos entrevistados disseram deixar tudo para a última hora. &amp;#8220;Eles reclamam de falta de tempo, mas perdem tempo em redes sociais&amp;#8221;, diz Barbosa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A internet não é a única culpada, mas é como se ela juntasse a fome com a vontade de comer: a preguiça com a oferta de algo divertido que exige pouco esforço. &amp;#8220;Procrastinação sempre existiu, mas antigamente não tinha Skype e Facebook. Hoje a luta é mais severa, há mais coisas para nos sabotar&amp;#8221;, afirma Barbosa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, a internet é um &amp;#8220;facilitador do &amp;#8216;deixar para depois&amp;#8217;&amp;#8221; e, ao mesmo tempo, uma desculpa para o adiamento. &amp;#8220;A culpa é da falta de vontade. O que eu quero mesmo, eu faço. Mas, na falta de vontade, como não priorizar o prazer?&amp;#8221;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mais de 86% dos entrevistados da pesquisa disseram que procrastinam as tarefas chatas; 51%, as longas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;AS MAIS ADIADAS&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em primeiro lugar no ranking de atividades mais proteladas, nenhuma surpresa: exercício físico. Em segundo, leituras e, em terceiro, cuidados com a saúde.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8220;Quando as pessoas precisam adiar algo, elas adiam coisas pessoais. Muitas vezes são coisas vitais que a longo prazo podem até diminuir a expectativa de vida, como exercício físico&amp;#8221;, diz Barbosa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nessa hora, a falta de cobrança externa conta bastante. Afinal, ninguém vai ser demitido por faltar à academia ou deixar de ler.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro problema é a aceitação das &amp;#8220;desculpas emocionais&amp;#8221;, de acordo com a psicóloga Rachel Kerbauy, professora aposentada da USP e uma das pioneiras no estudo do tema no Brasil.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8220;Sempre há uma desculpa pronta: está cansado, tem muita coisa para fazer&amp;#8230; Falta planejamento e falta a pessoa aprender que, às vezes, para ganhar no futuro tem que perder a curto prazo.&amp;#8221;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As atividades campeãs de procrastinação têm em comum os resultados demorados. &amp;#8220;O reforço não é imediato. O Facebook me dá um retorno muito rápido. O prazer é instantâneo&amp;#8221;, afirma Rita Karina Sampaio, psicóloga e pesquisadora da Unicamp.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;DESPERTADOR&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como não cair na tentação de fuçar o site de fofocas no meio do expediente?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para Ruffo, se o problema não for mais sério, como no caso de dependência de internet (quando as horas à frente do computador são tantas que prejudicam a vida social), um alarme já ajuda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8220;A pessoa pode estabelecer que vai ficar 20 minutos na rede e colocar um despertador para se lembrar de sair na hora certa.&amp;#8221; Outra ideia é estabelecer metas com prêmio: uma tarefa feita é igual a uma olhadinha no Twitter.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A psicóloga Rita Sampaio sugere que as metas mais difíceis sejam compartilhadas com um amigo ou parente para que a cobrança aumente. E, para os planos mais longos, é interessante definir submetas atingíveis, em prazos menores. &amp;#8220;Todo procrastinador tende a ser &amp;#8216;oito ou oitenta&amp;#8217; e ter uma visão distorcida do tempo.&amp;#8221;&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/27925891049</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/27925891049</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 16:43:27 -0300</pubDate><category>JULIANA VINES</category></item><item><title>conversa oca: Amy morreu por nós.</title><description>&lt;a href="http://conversaoca.tumblr.com/post/8353909149/amy-morreu-por-nos"&gt;conversa oca: Amy morreu por nós.&lt;/a&gt;: &lt;p&gt;&lt;a href="http://conversaoca.tumblr.com/post/8353909149/amy-morreu-por-nos" class="tumblr_blog"&gt;conversaoca&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;De tanto falarem: morreu Amy Winehouse. O motivo ainda não se sabe (talvez nunca), mas fica a impressão que ela morreu porque não aguentava mais as especulações de quando afinal isso ia acontecer. Todo mundo falava mas, no fundo, ninguém queria que ela morresse de verdade. Alô Amy, era tudo…&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/27852993411</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/27852993411</guid><pubDate>Mon, 23 Jul 2012 16:59:37 -0300</pubDate></item><item><title>Aversão a bandejas e crachás.</title><description>&lt;p&gt;Aversão a bandejas e crachás.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Não é de hoje. Me lembro na escola quando serviam aquele merengue que, além de muito feio, era servido numa bandeja de plástico marrom. Alguns poucos (e corajosos) colegas faziam uma filinha e de lá saiam ainda &amp;#8220;enfilados&amp;#8221; para sentar lado lado na mesa. Eu achava aquilo ridículo. Nada contra a comida, que fique claro. Quando batia a larica eu também se alimentava da gororoba, mas sem bandejas, por favor. Minha angustia se dava àquela robotização das pessoas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Um pouco depois disso, quando conheci as tão felizes idas ao Sesc, iniciou em mim outra revolta: crachás e carteirinhas. Sim, entendo perfeitamente que o objetivo deste é identificar cada ser, evitando assim, uma zona ainda maior. Mas ter que apresentar o crachá pra entrar na piscina, pra almoçar, pra adentrar a biblioteca e até pra ir embora? Chato em demasia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Pois bem, cresci. Se foram as espinhas na testa, os dreads imundos e as canelas estouradas por skate, mas a íra anti bandejas e crachás continou e não só, aumentou!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Há uns 5 anos atrás comecei a trabalhar nesses malditos prédios-aquários cheios de catracas e elevadores lotados. Cadastro, crachá pra chegar, pra ir, pra almoçar, pra pegar um pão de queijo eu precisava do dito cujo. Ódio que só piora quando estes prédios ficam sempre rodiados de restaurantes onde as pessoas adoram bandejas! É o apocalipse!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Ainda piora. Explico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
De repente você tem que almoçar no shopping e descobre a mistura mais química e perigosa possível: crachás e bandejas, juntos, reservando uma mesa de 8 lugares onde habitarão talvez três pessoas engravatadas e felizes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Paro por aqui.&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/27503122778</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/27503122778</guid><pubDate>Wed, 18 Jul 2012 17:33:03 -0300</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m5jtjfxPYx1qznfkso1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/25728223957</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/25728223957</guid><pubDate>Sat, 23 Jun 2012 15:32:11 -0300</pubDate></item><item><title>Autocontrole</title><description>&lt;p&gt;ANTONIO PRATA&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Autocontrole&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Que época bunda-mole esta nossa! Elegemos como principal virtude justo a mais medíocre&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;FAZ MAIS ou menos um mês, ouvi uma mulher dizer que nunca iria a uma nutricionista gorda. Semanas depois, um amigo demonstrou preocupação ao descobrir que seu psicanalista fumava. Segundo eles, ao que parece, não pode cuidar da dieta ou da ansiedade alheia quem não controla os próprios impulsos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ah, que época bunda-mole a nossa! Elegemos como principal virtude justo a mais medíocre: o autocontrole. Foi-se o tempo em que o herói era aquele capaz de romper as amarras sociais, morais, históricas. De enfrentar o mundo em nome de um ideal ou de dar um piparote nas sentinelas do superego em busca de seu eu profundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Super-Homem atual é o que, avaro com os prazeres, melhor consegue inserir-se nos escaninhos disponíveis do mundo. É um profissional bem-sucedido e com barriga de tanquinho. Seus feitos não serão medidos pelas marcas deixadas na história, mas pelo extrato da conta bancária e pela taxa de colesterol.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não falo de fora. Sou filho da época, também tento enquadrar-me neste anódino &amp;#8220;zeitgeist&amp;#8221;, de sonhos tão mirrados como as cinturas de nossas divas: sou funcionário esforçado, corro na esteira, acredito nos poderes milagrosos da quinua. Quando ponho a cabeça no travesseiro, contudo, envergonho-me e lamento a grandeza perdida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outrora buscávamos a nascente do Nilo, a verdade última das coisas, nos metíamos no mato sem cachorro, em mares nunca dantes navegados, nos entregávamos a amores e substâncias proibidas atrás de paraísos naturais ou artificiais. Agora, aqui estamos nós, usando 30&amp;#160;séculos de conhecimento acumulado para vender mais pasta de dentes, mais jornais, empenhados em descobrir como fazer dez arruelas ao custo de nove e receber uma promoção; aqui estamos nós, reinando sobre a natureza, mas comendo barrinhas de cereais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Onde foi que nós erramos? Em que beco escuro do século 20 um Mefisto chinfrim sussurrou em nossos ouvidos que alcançaríamos a vida eterna caso abríssemos mão de nossos corações em nome do &amp;#8220;sistema cardiovascular&amp;#8221;? Que bizarra inversão foi essa que nos fez acreditar que a função das comidas é facilitar o trabalho do sistema digestivo, e não que a função do sistema digestivo é lidar com nossas comidas? Desculpem por ser chulo, caro leitor, mas eis a ambição de nossa triste humanidade: fazer um cocô durinho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Veja, acho bom que haja campanhas contra o cigarro. Que o exercício físico venha se tornando um hábito mais e mais comum. A vida é curta e preciosa demais para que a atravessemos com pigarro e sem fôlego. Mas é curta e preciosa demais também para ser gasta nesta liberdade (auto) vigiada, em que o prazer e a poesia são drenados a cada dia pelos ralos da eficiência.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não creio em nada para além do último suspiro, mas ficção por ficção, sou mais Dionísio, São Francisco e Ogum do que esse culto desvairado pela bicicleta ergométrica, o Excel e a fenilalanina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bichos burros! Indo do berço ao túmulo agarrados às certezas mais tacanhas e permitindo-nos o mínimo de prazer, o grande legado de nossa época será belíssimos, saudabilíssimos cadáveres -injustiça, aliás, com as minhocas, que não estão preocupadas com o colesterol nem com suas anelídeas silhuetas.&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/25501899153</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/25501899153</guid><pubDate>Wed, 20 Jun 2012 10:04:58 -0300</pubDate><category>antonioprata</category></item><item><title>O retorno do retorno</title><description>&lt;p&gt;ANTONIO PRATA&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O retorno do retorno&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De todos os germes de loucura que um dia possam brotar, há um que tem me incomodado bastante&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todos sabem que a barreira entre a sanidade e a loucura é mais fina do que Magipack: uma esticadinha, uma alfinetada e, pronto, nosso sarapatel de caraminholas pode entornar sobre a reluzente fórmica da consciência. Convenhamos, se fosse possível filmar o que passa por sua cabeça numa mera ida à padaria, você seria amarrado a uma camisa de força antes mesmo de conseguir comer um pão na chapa, tantas seriam as sandices sem nexo -e, pior ainda, as com nexo- projetadas na tela do pensamento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De todos os germes de loucura que, temo, um dia possam brotar, há um que tem me incomodado bastante ultimamente. Trata-se de uma loucura antiga que agora resolveu me visitar de roupa nova. A loucura antiga, que me acompanha desde que me conheço por gente -desde, portanto, que me desconheço-, é a seguinte. Estou numa estrada. Avisto uma placa de retorno. Meu medo é pegar esse retorno, fazer o oito no viaduto sobre a estrada e, do lado de lá, entrar novamente no retorno para o sentido em que eu vinha. Chegando ao ponto de partida, mais uma vez, pegaria o retorno, e ficaria preso nesse circuito de autorama até acabar a gasolina, até, quem sabe, ser parado pela polícia com tiros no pneu -mas quem garante que, então, não seguiria a pé, fazendo sempre o mesmo caminho, entregue à satisfação infantil da repetição?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A versão atual da fantasia tem o mesmo conteúdo, mas o cenário não é mais uma estrada, e sim as redes sociais e o e-mail. Estou no meio de um texto e ouço o bipe de chegada de mensagem. É a placa de retorno, acenando-me, a chamada para que eu saia da rota. Assim faço: minimizo o Word e abro o Outlook. Se eu logo voltasse ao trabalho, estaria tudo certo, mas não: decido pegar um outro desvio e abro o Facebook. Não satisfeito, entro no Twitter. Então, quando estou indo pro Word novamente, penso: por que não abrir o e-mail, só mais uma vez?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só mais uma vez? Será? Quem garante que, terminado o segundo passeio pelo circuito, eu não vá recomeçá-lo? E re-recomeçá-lo? E re-re-recomeçá-lo? Como saber se eu conseguirei sair dessa montanha-russa do diabo, dessa inútil roda de ratinho de laboratório? Há dias em que passo 30, 40 minutos indo de um programa pro outro, como uma bola de pinball sendo ricocheteada pelos pinos e barras coloridas da máquina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Alguns anos atrás, no metrô, vi um cara atravessar a estação tocando todos os cartazes de publicidade com o indicador da mão direita. Quando chegou ao fim, parou, virou-se e percebi em seus olhos vidrados o desespero do abismo. Era a placa de retorno que ele encarava. Respirou fundo, como se prestes a encarar uma missão enfadonha, mas incontornável, e cruzou a estação no sentido contrário, tocando as mesmas placas com o indicador esquerdo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que meu Magipack ainda está em boas condições, mas não custa deixar o aviso: por favor, Andressa, Lívia, Denise, Daniela e Adriano, se um dia minha crônica não chegar ao jornal, contatem um parente, peçam para um vizinho atirar garrafas de água mineral e maçãs pela janela do escritório, para o zelador cortar minha luz. Há grandes chances de que eu esteja preso no retorno do retorno do retorno do retorno do retorno&amp;#8230;&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/22717633098</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/22717633098</guid><pubDate>Wed, 09 May 2012 12:21:16 -0300</pubDate><category>antonioprata</category></item><item><title>Pedaços da memória </title><description>&lt;p&gt;CARLOS HEITOR CONY&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pedaços da memória&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando alguém me provocava ou me aborrecia, eu reagia e ameaçava: &amp;#8220;Vou contar para o meu pai!&amp;#8221;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;NOS ANOS mais antigos do passado, tempo de minha infância, não havia Dia dos Pais. A data só seria festejada mais tarde, para corresponder ao Dia das Mães, que sempre existiu de uma forma ou de outra. Não havia um Dia dos Pais, mas todos os dias eram dele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sozinho, ele enchia a casa. Quando saía para trabalhar, tudo parecia vazio, pior, tudo parecia abandonado. Se entrasse um ladrão, se nos dias de tempestade caísse um raio no telhado, se tudo pegasse fogo -que seria de nós sem ele?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas ele voltava todos os dias, trazia sempre uma novidade, um doce, um pão especial que comprara na cidade. E mesmo que nada trouxesse, quando chegava, a casa se enchia com a presença dele, a voz, o cheiro dele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acendia todas as luzes, deixava a gente ficar acordado até tarde, pois queria plateia, que nós víssemos como ele era grande e majestoso quando fazia qualquer coisa, e mesmo quando nada fazia, ficando na rede, olhando o teto e buscando as notícias num rádio de ondas curtas e médias. Durante a Segunda Guerra, fazia questão de ouvir todas as noites o Big Ben, o sino que a BBC transmitia para o mundo, mostrando que Londres resistia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O pai também era um mundo. O mundo parecia que obedecia a ele. Eu o considerava a coisa mais poderosa do Universo. Quando alguém me provocava ou me aborrecia, eu reagia e ameaçava: &amp;#8220;Vou contar para o meu pai!&amp;#8221;. Sem ele, ando por aí meio desorientado, se me acontece alguma coisa, nem tenho o consolo de contar para o meu pai.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante anos, morei em frente ao mar. Acordava cedo, precisava escrever a crônica para o jornal que me aturava.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se perdesse aquela hora matinal, teria dificuldade em arranjar tempo e espaço para cumprir a tarefa da qual não chegava a gostar, aliás não gostava de tarefa alguma, até hoje encaro o trabalho como maldição que caiu em meu DNA vinda de Adão, que foi obrigado a ganhar o pão de cada dia com o suor do seu rosto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Abria a Remington portátil na mesinha da varanda quase debruçada sobre a praia. E via chegar o homem alto, embrulhado num roupão branco. Era um senhor solene.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apesar da idade, parecia um jovem que ficara com os cabelos brancos antes do tempo. Mergulhava nas ondas como um campeão e, como um campeão, misturava-se nas espumas, ia longe, sua cabeça branca cortava a linha azul do horizonte. Depois saía do mar, como um vitorioso, embrulhava-se no roupão branco e desaparecia. Quem seria ele? Um diplomata aposentado, um ex-ministro, um banqueiro, um empresário que comandava milhões?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até que fui ao prédio vizinho apanhar a encomenda que um amigo ali deixara com o porteiro, um LP que havia muito procurava. Subi os degraus da portaria que um faxineiro varria. Pedi que chamasse o porteiro, ele tinha um disco para me entregar. Esperei um minuto, talvez dois. E vi chegar o homem alto, solene, cabelos maravilhosamente brancos. Só não estava com o roupão que lhe dava o ar de diplomata aposentado, de ministro, de milionário.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vinha com a farda azul de porteiro. Entregou-me o disco, o &amp;#8220;Concerto para a Mão Esquerda&amp;#8221;, de Ravel, gravação da Deutsche Grammophon, com o pianista Walter Giesing. Ao agradecer, disse que o conhecia, que o via todas as manhãs como um grão-senhor que vencia o mar. No dia seguinte, ele não apareceu na praia. Nunca, nunca mais apareceu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Numa ilha perdida no oceano, deixaram de nascer criancinhas. Homens e mulheres viviam em paz, não se atraíam, viviam todos como irmãos, na inocência natural da carne.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um missionário foi lá para saber o que estava acontecendo. E ficou horrorizado: homens e mulheres andavam nus, na maior intimidade, nem sabiam o que era sexo. Na mesma hora, o missionário rasgou a batina e fez pequeninas tangas para que as mulheres pelo menos escondessem o que fosse possível.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na primeira noite, o missionário foi dormir, mas não conseguiu. Os machos procuravam desesperadamente as fêmeas, muito se fornicou à custa das pequeninas tangas que excitaram os homens e deram mais prazer às mulheres. Meses depois, nasciam criancinhas naquela ilha perdida no oceano. O missionário as batizava, pois lá ficara para sempre.&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/21911262043</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/21911262043</guid><pubDate>Fri, 27 Apr 2012 10:44:22 -0300</pubDate><category>carlos heitor cony</category></item><item><title>Uma nova classe social, sem classe.</title><description>&lt;p&gt;Tudo bem, eu até entendo sua necessidade exagerada de exibição. Você mudou. Subiu. As coisas melhoraram. Agora você pertence a uma nova classe social, sem classe. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Por exemplo: se na situação atual você tem condições de tomar vinho, ótimo! Mas vinho na praça de alimentação é uma desnecessidade. Quem pode tomar vinho no almoço de quarta-feira, pode almoçar em um restaurante bacana. Ou pelo menos deveria poder. Convenhamos. É meio feio carregar uma garrafa de vinho numa bandeja de plástico, na praça do shopping, lotada, entre McDonald&amp;#8217;s e Spoletos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Dia desses, enquanto eu tentava caminhar no corredor do ônibus lotado, eis que vejo um ciclano com iPad, navegando sem pressa nas redes sociais, sem ser social. Não é proibido, claro que não. O iPad é seu, use-o onde quiser. Assim como seu bom senso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Moda. Se vista elegantemente bem. Lembre-se apenas que, passarela é uma coisa, ponte da Cidade Universitária é outra coisa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
Não inveja seu novo status. Tudo o que eu digo aqui é só um toque, um &lt;i&gt;touch&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/21807275914</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/21807275914</guid><pubDate>Wed, 25 Apr 2012 19:24:42 -0300</pubDate></item><item><title>Sem fricote.</title><description>&lt;p&gt;Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Sentem-se em casa em qualquer lugar. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor e compram passagens só de ida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Martha Medeiros&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/21806765133</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/21806765133</guid><pubDate>Wed, 25 Apr 2012 19:17:48 -0300</pubDate></item><item><title>Rio \ 2011 \ Carlos Saldanha</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m2y9kbkTHo1qcw7vro1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1436562/"&gt;Rio&lt;/a&gt; \ 2011 \ Carlos Saldanha&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/21664886107</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/21664886107</guid><pubDate>Mon, 23 Apr 2012 17:43:21 -0300</pubDate><category>Carlos Saldanha</category><category>2011</category></item><item><title>Abril, maio, junho</title><description>&lt;p&gt;Abril, maio, junho&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Abril? Maio? Junho? Nada começa ou finda aqui. Pelo que se anseia nesta planície? Qual clímax se vislumbra?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;ABRIL, LOGO mais é maio, depois junho -e essa banal constatação me deixa um pouco desanimado. A passos largos, nos afastamos dos confetes de fevereiro, ainda não se veem no horizonte os rojões de dezembro, é como se estivéssemos presos numa longa terça-feira, incrustada na barriga do ano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em janeiro, há sol e sal, projetos, expectativas no ar. De fevereiro e do Carnaval, nem se fala. (Se o mundo entrasse em guerra pelos meses do ano, eu pegaria em armas para ajudar nosso país a conquistar fevereiro.) Março é um janeiro redivivo -agora vai! São lançados livros, filmes, discos e programas de TV; a gente trabalha com vontade, se matricula numa natação, olha em volta, curioso para saber o que o presente nos reserva. Julho é o meio do caminho, o auge do inverno -verão no hemisfério Norte-, férias escolares. A cidade fica vazia. Época de Copa, Olimpíada e de assistir televisão debaixo dos cobertores. Em agosto, há uma sensação de missão cumprida pelo fim do primeiro semestre e um leve anseio, bom anseio, em relação ao segundo. Em setembro, outubro e novembro, se nos colocarmos nas pontas dos pés e forçarmos a vista, já dá pra enxergar o fim do ano, ali adiante. É uma longa quinta-feira, prenhe de calma euforia. (Uma tarde, um e-mail nos pega de surpresa: um amigo diz que tá organizando o Réveillon, pensa em alugar uma casa na praia tal, busca interessados -e o cheiro de mar subitamente invade o escritório.) Dezembro é aquela correria de xixi no formigueiro: todo mundo com um olho no Windows e outro na janela, é um tal de marcar café, almoço, jantar, chope; come-se e bebe-se como se estivéssemos no século 20, num episódio de &amp;#8220;Mad Men&amp;#8221; -como se fosse o mundo, não o ano, que estivesse pra acabar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas abril? Maio? Junho? Nada começa ou finda aqui. Espírito-Santo-hall-de-elevador-tofu-Phill-Collins. Pelo que se anseia nesta insossa planície? Qual clímax se vislumbra neste tedioso começo de segundo ato?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu sei, eu sei que não deveria me incomodar. Tenho a vida que pedi a Deus -ou que pediria, caso acreditasse nele e me achasse importante o suficiente para lhe fazer demandas. Nasci numa família legal, trabalho com o que gosto, tenho saúde, amigos, dei a sorte inacreditável de me apaixonar por uma mulher que também foi com a minha cara. Mas, sei lá. Talvez nós -ou eu?- só saibamos ser felizes na expectativa, nunca na realização. Eis porque fevereiro e dezembro são meus meses preferidos. Meses feitos da esperança -melancólica, é verdade, mas não o é toda esperança, afinal de contas?- de que no ano que vem, de que no bloco tal, depois de pular as ondinhas, enquanto pulamos na avenida, a vida parecerá, enfim, uma propaganda de Campari.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já abril, maio e junho estão mais pra um daqueles encartes de supermercado que vêm no meio do jornal: a foto de uma costelinha de porco crua sobre uma pálida folha de alface, umas latas de cerveja barata, um azeite ou detergente em promoção. A vida como ela é, em velocidade de cruzeiro e sem efeitos especiais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu sou uma besta de ficar reclamando, eu sei, mas, poxa: abril, maio, junho, dá um desânimo&amp;#8230;&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/20901509412</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/20901509412</guid><pubDate>Wed, 11 Apr 2012 10:12:38 -0300</pubDate><category>antonioprata</category></item><item><title>I'd run to you</title><description>&lt;a href="http://vimeo.com/40001303"&gt;I'd run to you&lt;/a&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/20839399775</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/20839399775</guid><pubDate>Tue, 10 Apr 2012 09:49:11 -0300</pubDate></item><item><title>Submarine \ 2010 \ Richard Ayoade</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m1ar30kYgt1qcw7vro1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarine&lt;/a&gt; \ 2010 \ Richard Ayoade&lt;/p&gt;</description><link>http://dreadluc.tumblr.com/post/19791024291</link><guid>http://dreadluc.tumblr.com/post/19791024291</guid><pubDate>Fri, 23 Mar 2012 16:00:05 -0300</pubDate><category>Richard Ayoade</category><category>2008</category></item></channel></rss>
