CATADO

coisas que catei, dos outros ou de mim.
rebeccamock:

A Year In Trees
A made this animated/print piece to accompany the beautiful op-ed story “A Year in Trees” for the NY Times. I was really excited to try animating something like this. Thanks AD’s Erich Nagler and Aviva Michaelov !

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Meia maratona sub 2H, um sonho distante.

Não nego minha enorme culpa e falta de compromisso comigo mesmo. Mas não é fácil treinar, em oito semanas, pra correr 21mil metros em menos de 120 minutos. Ainda mais treinando sozinho. Quando você tem uma equipe, que depende de você, é diferente. Eis uma grande desvantagem da corrida de rua como esporte individual.

Outros fatores também atrapalharam, é fato. Trabalho, horários, chuvas, frio, lesões, festinhas e alguns outros compromissos se tornam mais importantes sem que você perceba. Aí você dorme tarde e quando o relógio toca, é cedo demais, você ativa o soneca e aí já é tarde demais.

Claro que não faz diferença se eu terminar a prova em 2 ou 3 horas. Mas é chato quando você não alcança um objetivo. Bem chato.

Faltam 2 semanas pra largada, não vou desistir.

É CULPA DA INTERNET

É CULPA DA INTERNET

Desperdício de tempo na rede é a principal causa de atrasos em tarefas importantes, mostra pesquisa

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Aquela olhadinha despretensiosa no Facebook pode consumir horas de trabalho. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente, 62% das pessoas admitem que navegar na internet faz com que elas procrastinem, adiem tarefas profissionais e pessoais.

O estudo, coordenado pelo consultor em gestão do tempo Christian Barbosa, foi feito com cerca de 4.000 pessoas e publicado no livro “Equilíbrio e Resultado - Por que as Pessoas Não Fazem o que Deveriam Fazer?” (Sextante, 144 págs., R$ 24,90), que acaba de ser lançado.

Na pesquisa, 71% dos entrevistados disseram deixar tudo para a última hora. “Eles reclamam de falta de tempo, mas perdem tempo em redes sociais”, diz Barbosa.

A internet não é a única culpada, mas é como se ela juntasse a fome com a vontade de comer: a preguiça com a oferta de algo divertido que exige pouco esforço. “Procrastinação sempre existiu, mas antigamente não tinha Skype e Facebook. Hoje a luta é mais severa, há mais coisas para nos sabotar”, afirma Barbosa.

Para a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, a internet é um “facilitador do ‘deixar para depois’” e, ao mesmo tempo, uma desculpa para o adiamento. “A culpa é da falta de vontade. O que eu quero mesmo, eu faço. Mas, na falta de vontade, como não priorizar o prazer?”

Mais de 86% dos entrevistados da pesquisa disseram que procrastinam as tarefas chatas; 51%, as longas.

AS MAIS ADIADAS

Em primeiro lugar no ranking de atividades mais proteladas, nenhuma surpresa: exercício físico. Em segundo, leituras e, em terceiro, cuidados com a saúde.

“Quando as pessoas precisam adiar algo, elas adiam coisas pessoais. Muitas vezes são coisas vitais que a longo prazo podem até diminuir a expectativa de vida, como exercício físico”, diz Barbosa.

Nessa hora, a falta de cobrança externa conta bastante. Afinal, ninguém vai ser demitido por faltar à academia ou deixar de ler.

Outro problema é a aceitação das “desculpas emocionais”, de acordo com a psicóloga Rachel Kerbauy, professora aposentada da USP e uma das pioneiras no estudo do tema no Brasil.

“Sempre há uma desculpa pronta: está cansado, tem muita coisa para fazer… Falta planejamento e falta a pessoa aprender que, às vezes, para ganhar no futuro tem que perder a curto prazo.”

As atividades campeãs de procrastinação têm em comum os resultados demorados. “O reforço não é imediato. O Facebook me dá um retorno muito rápido. O prazer é instantâneo”, afirma Rita Karina Sampaio, psicóloga e pesquisadora da Unicamp.

DESPERTADOR

Como não cair na tentação de fuçar o site de fofocas no meio do expediente?

Para Ruffo, se o problema não for mais sério, como no caso de dependência de internet (quando as horas à frente do computador são tantas que prejudicam a vida social), um alarme já ajuda.

“A pessoa pode estabelecer que vai ficar 20 minutos na rede e colocar um despertador para se lembrar de sair na hora certa.” Outra ideia é estabelecer metas com prêmio: uma tarefa feita é igual a uma olhadinha no Twitter.

A psicóloga Rita Sampaio sugere que as metas mais difíceis sejam compartilhadas com um amigo ou parente para que a cobrança aumente. E, para os planos mais longos, é interessante definir submetas atingíveis, em prazos menores. “Todo procrastinador tende a ser ‘oito ou oitenta’ e ter uma visão distorcida do tempo.”

conversa oca: Amy morreu por nós.

Aversão a bandejas e crachás.

Aversão a bandejas e crachás.

Não é de hoje. Me lembro na escola quando serviam aquele merengue que, além de muito feio, era servido numa bandeja de plástico marrom. Alguns poucos (e corajosos) colegas faziam uma filinha e de lá saiam ainda “enfilados” para sentar lado lado na mesa. Eu achava aquilo ridículo. Nada contra a comida, que fique claro. Quando batia a larica eu também se alimentava da gororoba, mas sem bandejas, por favor. Minha angustia se dava àquela robotização das pessoas.

Um pouco depois disso, quando conheci as tão felizes idas ao Sesc, iniciou em mim outra revolta: crachás e carteirinhas. Sim, entendo perfeitamente que o objetivo deste é identificar cada ser, evitando assim, uma zona ainda maior. Mas ter que apresentar o crachá pra entrar na piscina, pra almoçar, pra adentrar a biblioteca e até pra ir embora? Chato em demasia.

Pois bem, cresci. Se foram as espinhas na testa, os dreads imundos e as canelas estouradas por skate, mas a íra anti bandejas e crachás continou e não só, aumentou!

Há uns 5 anos atrás comecei a trabalhar nesses malditos prédios-aquários cheios de catracas e elevadores lotados. Cadastro, crachá pra chegar, pra ir, pra almoçar, pra pegar um pão de queijo eu precisava do dito cujo. Ódio que só piora quando estes prédios ficam sempre rodiados de restaurantes onde as pessoas adoram bandejas! É o apocalipse!

Ainda piora. Explico.

De repente você tem que almoçar no shopping e descobre a mistura mais química e perigosa possível: crachás e bandejas, juntos, reservando uma mesa de 8 lugares onde habitarão talvez três pessoas engravatadas e felizes.

Paro por aqui.